Últimos dias para ver a 1ª parte da Exposição “Fallas do Throno”

29/09/2017




O Salão Negro do Congresso Nacional recebe a partir do dia 31 de agosto a exposição As Fallas do Throno, uma das quatro previstas para acontecer entre 2017 e 2018, produzidas pela Secretaria de Gestão e Documentação (Sgidoc), em parceria com o Museu Nacional do Conjunto Cultural da República. Serão expostos 73 manuscritos originais de discursos feitos na abertura e no encerramento das sessões legislativas da Assembleia-Geral na época do Império, entre 1826 e 1889.

A diretora-geral, Ilana Trombka, ressalta que a mostra, a ser inaugurada pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira, com a apresentação da Orquestra Brasileira de Arte, Cultura e História (OBACH), estará aberta a toda a comunidade, com atenção especial a alunos, a partir do 6º ano, de escolas públicas e privadas.

— A exposição destacará as temáticas debatidas nos discursos e suas repercussões. Teremos também uma réplica da Lei Áurea, da qual o Senado é o depositário principal e detém o texto original — revelou a diretora.

Ilana considera a iniciativa uma oportunidade para que os visitantes conheçam um pouco mais desse período da história do Brasil — o contato que geralmente se dá por séries de televisão e livros estudados nas escolas agora pode acontecer por meio do material da exposição. Os interessados poderão ver os documentos de quinta a segunda-feira nas visitas ao Congresso.

Memória do Mundo

A chefe do Serviço de Arquivo Histórico, Rosa Vasconcelos, informou que foi criado um grupo de trabalho com representantes de quatro secretarias para a realização dos eventos. Juntamente com Antônio Barbosa, consultor aposentado do Senado e professor de história, Rosa responde pela curadoria da exposição, que já esteve no Museu do Senado.

As Fallas do Throno, segundo Rosa Vasconcelos, foi inscrita no programa Memória do Mundo, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Ela explica que esse registro para documentos da Unesco equivale ao tombamento de cidades como Patrimônio Cultural da Humanidade, trazendo para o Senado a obrigação de conservar os itens expostos e promover sua divulgação.

Estética e didática

Responsável pela curadoria de conteúdo da exposição, Antônio Barbosa, que leciona história contemporânea na Universidade de Brasília (UnB), chama atenção sobre essa novidade.

— A exposição agora vem com algumas modificações que incluem novos textos de apresentação, com ênfase na obtenção do título Memória do Mundo e que contextualizam o visitante para a importância desse registro da Unesco — salientou o professor, que atualmente trabalha como servidor voluntário da Casa.

Antônio Barbosa observou também que dois objetivos precisam ser cumpridos quando uma instituição como o Senado se propõe a realizar uma exposição. O primeiro diz respeito ao aspecto artístico e estético, que está sendo assumido pelo Museu da República, responsável por todo o projeto expográfico. O segundo se refere ao caráter didático, que, segundo o historiador, foi bastante explorado nessa segunda versão de As Fallas do Throno, pelo esforço de produzir textos curtos a fim de informar e não confundir os visitantes, além da seleção criteriosa do material disponível na Casa.

Memória

Para Dinamar Rocha, diretora da Secretaria de Gestão e Documentação, as exposições serão ações culturais que concretizam o objetivo estratégico relativo à Memória do Senado, pois possibilitam que a população tenha mais uma opção para conhecer itens históricos sob a guarda da Casa. Ela lembra que o acervo é parte importante da história e da cultura não apenas da instituição, mas também do país.

— Em alinhamento com esse objetivo, a Presidência do Senado e a Diretoria-Geral demandaram a realização das exposições, nas quais serão apresentados, entre outros, itens dos acervos da Coordenação de Arquivo, Biblioteca e Museu do Senado, áreas vinculadas à Sgidoc — frisou Dinamar.

Chefe do Serviço de Museu, Alan Silva afirmou que sua equipe foi responsável por separar as peças para organizar a montagem dos cenários onde estão expostos os documentos. O servidor conta que o Museu do Senado guarda alguns dos itens que compõem a exposição, como móveis e utensílios do Palácio Conde dos Arcos, antiga sede do Senado no Rio de Janeiro.

— Nosso trabalho recompõe todo um ambiente de época, a fim de que a exposição seja atrativa e não fique árida. Estamos levando para As Fallas do Throno lustres e cadeiras utilizados por dom Pedro I, princesa Isabel e príncipes regentes — adiantou Alan.

Recuperação

Representante da Secretaria de Infraestrutura (Sinfra) no grupo de trabalho, Débora Montserrat detalhou as providências que estão sendo tomadas para a exposição acontecer, como pintura e recuperação de painéis e a confecção do tablado que servirá de suporte ao trono, feitas pelo Serviço de Marcenaria, além da instalação de mais pontos de energia para melhorar a iluminação.

André Said, coordenador de Gestão da Produção da Secretaria de Editorações e Publicações (Segraf), informa que será feita uma cópia fiel dos documentos originais. Outras providências foram tomadas de acordo com o trabalho conjunto feito com o Museu da República, que responde pela curadoria artística.

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