Comitiva do parlamento israelense conclui visita de dois dias ao Congresso Nacional

05/09/2018




Comitiva do Parlamento de Israel visitou o Plenário do Senado acompanhado de servidores da Secretaria de Relações Públicas, Publicidade e Marketing

 

Uma comitiva composta por seis membros da alta administração do Parlamento israelense, o Knesset, fez uma rápida visita a alguns pontos do Congresso Nacional nesta terça-feira (4), concluindo a visita de dois dias ao Legislativo brasileiro. A visitação começou pela cobertura do Anexo 1 do Senado, de onde é possível obter uma vista panorâmica da cidade, com o grupo utilizando equipamentos de segurança presos a cabos de aço.

Vadin Braverman, diretor-geral adjunto, disse, uma vez lá em cima no alto do prédio, que, apesar do medo de altura, a vista de Brasília é “bonita, impressionante”.

O diretor-geral do Knesset, Albert Sakharovich, também enalteceu o desenho urbanístico da cidade.

— É uma vista única. Diferente de qualquer capital que eu tenha visitado — disse.

Ele afirmou ainda que o que mais lhe chamou a atenção ao longo da visita ao Congresso brasileiro foram as condições de acessibilidade, que considerou bastante avançadas.

A equipe de visitação da Secretaria de Relações Públicas, Publicidade e Marketing conduziu a comitiva também ao Plenário do Senado. No recinto, Albert Sakharovich observou uma distinção no funcionamento das votações nos dois países: no Senado brasileiro, os parlamentares podem votar de qualquer local do Plenário, bastando para isso ter o registro de sua impressão digital e senha, enquanto no Knesset eles votam necessariamente de seus lugares.

Outro ponto que chamou a atenção do diretor-geral do Knesset foi que, naquele país, apesar de a localização da mesa diretora também ser em um nível mais alto em relação aos assentos dos demais parlamentares, a mesa fica numa posição mais baixa, e assim o acesso para conversações políticas com o presidente se dá de modo mais fácil.

Mulheres no Parlamento

Levana Cohen, chefe-adjunta de recursos humanos e desenvolvimento organizacional do Knesset, assinalou que as mulheres apresentam altas habilidades e representam hoje 17% dos postos no segundo nível hierárquico da alta administração. E, do total de 120 parlamentares, há 40 mulheres, o que corresponde a 30% do total. Ela observou que a representatividade feminina no Congresso brasileiro é satisfatória, porém considerou o número de mulheres parlamentares nas assembleias legislativas do Rio de Janeiro e São Paulo muito baixo.

Logo após a visita ao Plenário, o grupo se dirigiu ao Salão Branco do Congresso, onde recebeu explicações sobre a obra da artista plástica, Marianne Peretti, “Alumbramento”, um painel de vitrais.

Na sequência a comitiva fez um city tour pela Esplanada, com uma parada na Catedral de Brasília, Praça dos Três Poderes, Espaço Lúcio Costa, onde se encontra uma maquete de Brasília, e pelo Palácio da Alvorada. Eles foram acompanhados e guiados pelo arquiteto aposentado da Câmara dos Deputados Maurício Matta, pela equipe de visitação do Senado, por Lívia Silva, gerente de Projetos de Cooperação Técnica da Câmara, e Antonio Neto, diretor da Assessoria de Projetos de Gestão daquela Casa legislativa,

Maurício Matta explicou que a construção de Brasília se deu em um momento de elevada auto-estima do país, em que havia a intenção de um projeto diferenciado de nação, e que a catedral é um monumento planejado por um arquiteto ateu, Oscar Niemeyer, que procurou imprimir à construção uma claridade distinta de outras catedrais do mundo que têm como característica serem escuras. Ele salientou ainda que as esculturas de três anjos descendo do céu no alto da catedral permitem ao visitante um encontro com sua espiritualidade, uma vez que eles resgatam as pessoas que vêm de um ambiente profano ao adentrarem o monumento.

Ao meio-dia, a diretora-geral Ilana Trombka recebeu a comitiva para troca de presentes. Albert Sakharovich recebeu um exemplar do livro Obras de Arte do Senado Federal. Ao falar sobre segurança, Ilana disse que a comitiva deve ter observado o quanto o Congresso Brasileiro é “mais aberto” em comparação ao israelense, onde as medidas de segurança são mais rígidas.

A diretora-geral destacou ainda que a opinião pública brasileira é muito exigente em relação aos parlamentares e que os servidores procuram demonstrar que, para a democracia, é melhor ter o Parlamento do que ficar sem ele.

Albert Sakharovich agradeceu aos servidores que prepararam a visita e salientou a oportunidade de interação e troca de informações com a equipe. Acrescentou que, para o Parlamento israelense é importante o contato com as comunidades judaicas do Brasil.

— Não tenho dúvida de que foi a decisão certa de vir para cá. Este primeiro encontro foi importante pela relação pessoal e de trabalho — avaliou.

O encontro foi finalizado com um almoço em uma churrascaria da cidade, oferecido pela Câmara dos Deputados, para que eles tivessem a oportunidade de conhecer o churrasco brasileiro.

 

Fonte: Núcleo de Intranet

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